As funções executivas podem ser consideradas um conjunto de processos cognitivos que, de forma integrada, permitem ao indivíduo direcionar comportamentos a metas, avaliar a eficiência e a adequação desses comportamentos, abandonar estratégias ineficazes em prol de outras mais eficientes e, desse modo, resolver problemas imediatos, médio e longo prazo (Malloy-Diniz, de Paula, Sedó, Fuentes & Leite,2014).
O desenvolvimento das funções executivas é um importante marco adaptativo na espécie humana, estando relacionado a componentes universais de sua natureza(Barkley, 2001). Em termos ontogenéticos, as funções executivas atingem sua maturidade mais tarde em comparação às demais funções cognitivas, porém, elas se desenvolvem desde o primeiro ano de vida até o início da vida adulta, com maior intensidade entre 6 e 8 anos de idade (Diamond, 2013).
As Funções Executivas regulam o comportamento humano e correspondem a um conjunto de habilidades que permitem ao indivíduo interagir e agir no mundo de forma intencional, ou seja, a partir da criação, supervisão e (re)adaptação de metas. Envolve a formulação de um plano de ação e, para tanto considera experiências prévias individuais e demandas ambientais impostas, permitindo a idealização de uma sequência apropriada de ações selecionadas de forma esquematizada para a execução do plano inicial.
Após sua maturação no fim da adolescência, passam por um período de relativa estabilidade durante a vida adulta, tendendo a diminuir sua eficiência de forma natural ao longo do processo de envelhecimento. O desenvolvimento inicial das funções executivas é de grande importância para a adaptação social, ocupacional e mesmo para a saúde mental em etapas posteriores da vida (Malloy-Diniz et al. 2014).
Fonte:
ABREU, Neander; CARVALHO, Chrissie; LIMA, Cassio; MONTEIRO, Daniele; AGUIAR, Quézia. Neuropsicologia: aplicações clínicas. Ed. Artmed, 2016, p.255.
MIOTTO, Eliane Correa; CAMPANHOLO, Kenia Repiso; SERRAO, Valéria trunkl; TREVISAN, Bruna Tonietti. Manual de Avaliação Neuropsicológica. Vol 2. Ed.Memnon, 2023, p.298.
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