Às vezes, carregamos a vida nas costas como se fôssemos cavaleiros de armadura pesada, caminhando por um pântano na Idade Média. Essas armaduras são muitas vezes couraças que construímos para nos proteger ou para atender a expectativas alheias, parecem seguras, mas na verdade, nos paralisam. Deixar essas crenças limitantes não é um sinal de fraqueza, mas talvez seja um ato de coragem necessário para evoluir.
Lembrando-me do curso de História, essas crenças me remetem ao estamento do medievo, estruturas rígidas que determinam quem você pode ser e até onde pode ir. Elas sussurram frases que, com o tempo, assumimos como verdade absoluta:
- “Eu não consigo”: A couraça da incapacidade. Ela te convence de que o próximo passo é perigoso ou impossível.
- “Eu preciso agradar a todos”: A armadura da aprovação. Você molda sua postura para se encaixar na expectativa dos outros, esquecendo a sua própria coluna vertebral.
- “Isso não é para mim”: O muro do merecimento. Ele te isola de oportunidades por acreditar que o sucesso ou a felicidade pertencem a um “nobre” ou a alguém diferente de você.
Assim como um cavaleiro precisa tirar a armadura para descansar e respirar livremente, nós precisamos questionar essas crenças. Reconheça o peso, perceba onde dói. Onde você se sente travado? É no trabalho? Nos relacionamentos? O medo de tentar algo novo pode ser a a rigidez da armadura que te aperta.
Que tal questionar a condição que você se encontra hoje? Quem sabe questionar a sua origem ou a origem das coisas? Essa crença é sua, ou foi herdada de pais, professores ou de uma sociedade que valoriza a rigidez? Aja apesar do medo. A liberdade não vem quando o medo desaparece, mas quando você dá o primeiro passo mesmo com ele.
Ao deixar essas as máscaras, as roupas pesadas, não fica vulnerável, muito pelo contrário, você fica ágil. Você troca a rigidez pela flexibilidade. A postura de quem se liberta é a de quem entende que o “não consigo” é apenas um “ainda não sei como”. É a postura de quem não precisa da aprovação de um “senhor feudal” para validar suas escolhas. Então, despir-se dessas crenças é, finalmente, permitir que a sua verdadeira essência respire.
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